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domingo, 14 de julho de 2013

Resenha: Filhos do Éden Anjos da Morte - livro 2


Qualquer livro de história sobre a guerra, não é tão detalhado quando este. Não se trata de história em si, ma é a junção perfeita de guerra, nazismo ocultismo e é claro Danyel.

Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos virtuosos e sábios, observam e estudam o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele a acelerada degradação do planeta. Os novos meios de transporte, os barcos a vapor e as estradas de ferro levaram a civilização aos cantos mais distantes do globo, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
Isolados no paraíso, os malakins solicitaram então a ajuda dos “exilados”, anjos pacíficos que há anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de agora, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, o comportamento das tropas, e depois relatá-las aos seus superiores celestes. Disfarçado de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as trincheiras do Somme às praias da Normandia, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
Carregado de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, "Filhos do Éden: Anjos da Morte" é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governos, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos nos tornar.

Começo a ler o livro e me pergunto : É SÓ GUERRA?
Não, em meio a trama principal a busca por Danyel realizada por Kaira e Urakin somos transportados para o passado bem no meio de uma guerra. Morte, Sangue e é claro Danyel. O exilado esta na terra vivendo como humano, passando por todas as guerras estudando os avanços da humanidade, sendo forçado a matar homens para satisfazer as vontades do primeiro dos Sete.
Ler sobre a guerra é algo que qualquer um com seus 18 ou 20 anos já tenha feito dentro ou fora de uma escola, mas nunca esteve tão perto de uma bomba, sensação ao acompanhar Danyel por entre as trincheiras. ( Foi isso o que me ocorreu)
Durante uma semana consumi as 590 paginas de forma que eu mesmo me espantei. Fiquei intrigado com a audácia de Danyel ao afrontar os seis malakins com frases do poderoso chefão e me emocionei ao saber que dentre toda esta história Kaira é a mais envolvida tendo seu passado em certos pontos revelados, nos deixando cada vez mais atentos a história.

Para quem não se atentou um aviso. O primeiro Anjo ainda é o "foco" e as origens de sua ira contra os Arcanjos são contadas entre os capítulos que falam sobre as guerras e o envolvimentos dos anjos( uma maneira ao meu ver muito bem elaborada do autor para suavizar as paginas entre uma acontecimento e outro). Em uma pagina dias atuais visitando lugares pelo mundo ao lado de Kaira, encontrando mais uma cidade de Atlântida, em outra somos transportados para 1945 e somos banhados por história plena e pura. Spohr é isto. consegue juntar realidade e ficção com pontos de fantasia e uma pitada de romance. Estou na espera de Paraíso Perdido o terceiro livro da série Filhos do Éden  e como seus anteriores pretendo aproveitar cada linha, cada pagina em menos de uma semana.

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